A Trilha de Anastásia - Uma Odisséia Brasileira

Escrita Entre: 1998 a 2004

Periodo da Historia: 1945 a 2013

Uma Odisséia Brazileira:

A Trilha

Por: ALP Gouthier

The Brazilian Atlantic Forrest / A Mata Atlantica Brasileira

Mensagem da Autora, 2013

Mensagem da autora

Dez anos apos eu ter escrito o que eu chamava de minha odisseia, eu li na revista Economist uma homenagem a um celebre Poeta Persa, que escreveu extensos poemas épicos, e viveu no ano de 1010.

 

                  “Poemas Épicos dos Reis da Persia”

                                       Shahnameh

 

Linhas finais:

“Eu não morrerei; essas sementes que plantei salvarão

O meu nome e reputação, de um tumulo silente

E pessoas sensatas e sábias proclamarão

Quando eu partir, as minhas glorias e a minha fama.”

 

Por Ferdowsi,

Persia, 1010.

 E agora, aqui, eu ofereço minha humilde versao: “Trilha da Vida.”

ALP Gouthier

Sobre a Odisseia: A Trilha

Gonsalves Dias

A Composição da “A Trilha”

 Rev. Jan 2013

 Tantos de nós brasileiros fomos introduzidos, na escola primaria, aos poemas de Gonçalves Dias e eles são tão lindos que eles se repetem, nas nossas mentes, como se tivessem vida própria. No caso da “Canção do Exílio”, as próprias palavras além de induzir saudade de algo perdido leva-nos a escutar um próprio cantar de pássaros imaginários:

                        Na minha terra tem palmeiras

                        Onde canta o Sabiá

                        E as aves que aqui gorjeiam

                        Não gorjeiam como lá.

       Aparte ao charme das palavras de Gonçalves Dias, o ritmo é sua característica mais marcante. Seu tempo soa como um tambor que bate forte dentro de nossas mentes, e eu frequentemente me encontrei procurando palavras com as quais contar uma historia, a minha historia, cantada no ritmo do: “Juca-I-Pirama”.

             Foi então com tal pensamento que criei a minha: “A Trilha da Vida”.

 Após mais de vinte anos morando principalmente na Inglaterra, em 1989, eu tive que voltar a morar o Brasil e os próximos dez anos eu passei lá, exceto por três meses, de cada ano, quando eu voltava para Londres. No fim desse período, em 1999, ambos meus filhos haviam a pouco voltado para o Reino Unido para continuar os seus estudos, e eu já estava administrando os meus negócios sozinha. Esse era um projeto entusiasmante e pleno de perigos e responsabilidades.

        Foi então que eu tive vontade de escrever a minha vida para dar para os meus filhos, com a recomendação de um dia passar para os meus netos e assim em diante. Inicialmente eu pensei em escrever em prosa, mas não conseguia resolver onde começar. Esse impasse continuou, até o dia em que eu tive a idéia de compor uma versão em poesia porque assim seria muito mais curto e mais rápido. E foi assim que A Trilha da Vida acontecereu.

         Em um dia qualquer como qualquer outro dia, eu tive uma inspiração de como eu queria que a minha história terminasse. E, essas duas ultimas estrofes, da Trilha foram as duas primeiras que eu escrevi.

  Foi então fácil de começar. Eu resolvi começar do principio, usando a frase obvia, eu nasci. Em seguida veio a dedicatória, e depois era somente uma questão de preencher com uma avalanche de palavras cantadas no ritmo, das batidas de um tambor mental.

           Eu primeiro escrevi sobre a minha família e o mundo em volta de mim, e sobre meus pensamentos da época e minhas primeiras viagens. Então eu escrevi à respeito dos três homens que foram importantes para na minha vida. O primeiro foi Joseph Alexander que era um inglês que eu conheci na universidade em Boston, ao qual nos poemas eu me refiro como: O Anjo. Joe era um estudante lá, como eu, e foi ele o responsável a me fazer apaixonar irremediavelmente pela Inglaterra. Aqui eu me refiro ao movimento hippie dos anos sessenta e descrevi minha chegada na Inglaterra.

 Após isso segue um período de visagens pelo sudeste asiático, seguido de um período de incerteza no qual eu não sabia em que direção iria a minha vida, o qual eu passei em Londres. As estrofes seguintes se referem ao meu primeiro marido, e o nascimento dos meus dois filhos aos quais eu me refiro, de modo apropriado, como meus sonhos (realizados).

 Depois eu descrevo a minha volta ao Brasil, de onde eu sonho com a Inglaterra. Finalmente, eu falo sobre o reencontro com o meu segundo marido, com quem eu sou muito feliz ate hoje, e que foi também o meu primeiro namorado da época de adolescência no Brasil.

Subdivisões da Trilha

Poesia

 A Trilha, Uma Odisseia

 1997 a 2013

Subdivisões:

Parte 1- Infância

Principio de 1945 ao fim de 1956                        

Estrofes 1 a 7 (7)

Parte 2- Sonhos de Adolescência

1956 a meio de 1963

Estrofes 8 a 13 (6)

Parte 3- Meus Pais

1944 a 1990                                 

Estrofes 14 a 20 (7)

Parte 4- Outros Quadros de Família

1840 a 2013

Estrofes 21 a 28 (8)

 Parte 5- Viagens e Estudos

1959 a 1967

Estrofes 29 a 34 (6)

 Parte 6- Um Grande Amor

1965 a 1969

Estrofes 35 a 42 (8)

Parte 7- Descobrindo a Inglaterra

1967 a 1970

Estrofes 43 a 50 (8)

Parte 8- Grandes Viagens Mundiais

1970 a 1974                                                   

Estrofes 51 a 62 (12)

Parte 9- Decisões e Conclusões

1974 a 1988                                 

Estrofes 63 a 77 (15)

Parte 10- Retorno ao Brasil

1989 a 2002

Estrofes 78 a 89 (11)

Parte 11- Uma Guerra Particular

1987 a 2013

Estrofes 90 a 100 (11)

Parte 12- De Volta a Inglaterra

2003 a 2013

Estrofes 101 a 113 (13)

Parte 13- Reencontro com o Amor

2002 a 2013

Estrofes 114 a 124 (11)

Parte 14- O Fim da Historia

2013

Estrofes  125 a 132 (8)

 

©ALP Gouthier,

1997 a 2013.

Parte 1- Infancia

Anastasia

A Trilha, Uma Odisseia

Ver. 2013May1/AGMetre:10/

©ALP Gouthier

1997 a 2013

 Parte 1- Infância

Do principio de 1945 ao fim de 1956

Estrofes 1 a 7

 1- Odisseia tem mente e alma,  // Saga Dedicatória

E precisa mudar para viver.

Quando ela parar, não mais crescer,

A vida eu não mais então vou ter.

2- Pela vida histórias contarei, //Saga Dedicatória

Todos dias encantos tecerei.

Meus filhos esse conto eu lhes dou,

A vida de quem tanto os amou.  

3- Nasci, cresci entre as mangueiras,  /Saga Capitulo 5

Num vale alto e longe ao mar        

Balizas montanhas rodeavam,       

O longo horizonte do meu lar. 

4- Eu vivi em parque encantado,

Que tinha tudo que eu sempre quis.

Assim com amor e com conforto,

Havia flores sempre a brotar. 

5- Os meus pais deram muita atenção

Aos meus cuidados e educação.

Esforços que eu retornei então,

Com notas e com prêmios que ganhei.

6- Férias nos levaram a viajar

Aos países espanhóis do sul,

Lá descobri ser fácil para mim,

Suas palavras, sons reproduzir.

 7- Muito estudei e logo falei,

Os sons de vários idiomas.

Esforços que tornaram para mim

Meio de vida e liberdade.

Parte 2- Sonhos da Adolecencia

Anastasia, 1959

Parte 2 – Sonhos de Adolescência

1957 a meio de 1963

Estrofes 8 a 13

8- Cresci escutei e observei que, // Saga /Epilogo

As pessoas mentiras diziam.

E frequente não seguiam,

Seus pensamentos com as palavras.

9- E fui eu tão cedo sonhadora / Epilogo

Que me pus logo a raciocinar,

Haveria então, lugar onde,

Um mundo mais puro eu encontrar?

10- Queria eu partir a viajar, // Saga/ Epilogo

Procurar, longa busca de lugar,

Expandir mente e investigar

Filosofias, modos de pensar11- Eu queria um povo conhecer

Que expressavam o que pensavam,

Não só mentiam e perseguiam

Que os que tanto vim a detestar. 

12- E se eu nunca lá encontrasse// Saga /Epilogo

O belo nirvana dos meus sonhos,

A minha própria experiência

Assim muito acalentaria.

13- Eu sempre enfrento as batalhas// Saga /Prólogo

E gosto de ideias perseguir.

Nunca desisto de meus projetos,

Persisto os meus sonhos alcançar. 

Parte 3- Meus Pais

Clara e Antonio

Parte 3 – Meus Pais

Estrofes 14 a 20            

 14- Meu pai foi muito bom pai para mim, // Saga /Prologo

Sempre gentil e atencioso.

Numa escrivaninha estava,

Assim fortuna ele criava.

15- E eu o observava a trabalhar,

A formar palavras sobre papel.

Os seus pensamentos a escrever,

Frescos de sua mente brilhante.

16- Sempre sonhei eu ser como ele, // Saga /Prólogo

E toda minha vida controlar.

Tive eu escrivaninha achar,

Da qual meu futuro poder criar.

17- Meu pai me disse que as mulheres

Eram escravas do seu destino;

E precisava eu riqueza ter,

Para assim poder me proteger.

18- A minha mãe era bom exemplo

De gentileza e de devoção.

Nunca a mim ela negou amor,

Todos os meus dias e minhas noites.

19- Sacrificava-se sempre ela,

Por seus princípios, pela tradição.

Não vi isso eu como exemplo,

Não escolhi essa lição seguir.

20- Mas eu não podia condená-la,

Apenas vitima de seus tempos.

O que aumentou meu propósito

De nunca sacrificar direitos.

Parte 4- Outros Familiares

Vovó Teresa, com 93 anos.

Parte 4- Galeria de Quadros Adicionais

Estrofes 21 a 28

 21- Eu tive muito acalento de // Saga /Capitulo 1

 Querida e nobre familiar,

 Que me relatou sobre os seus pais,

 Que eram dos Anglos do além-mar.

22- Eles buscavam os diamantes,

Nas frias serras interiores.

Lá além fortuna encontraram,

Também risos da felicidade.

23- Descendo eu de muitos nômades,

Não podia eu ficar por muito

Tempo a viver no mesmo lugar,

E logo tinha já de me mudar.

24- Meu avô ao seu entardecer não

Pôde mais o tempo compreender.

Pouco após chegava da estrada,

Queria ele partir outra vez.

25- O meu pai pilotava sozinho,

A ver arvores e morros passar,

Desejando sempre ver mais um e

Eternamente querendo voar.

26- Meu irmão não pode agora mais

Num mesmo lugar permanecer-se.

Atormenta lhe inércia; ele

Tem que viajar outra vez.

27- A minha irmã era criança,

Pouco notei a sua infância.

Criança ainda agora é,

Em mente na vida até hoje.

28- De minha família muito falei

Foram aqueles com eu cresci,

Éramos nós todos tão unidos,

Tinham poucos estranhos entre nós. 

Parte 5- Estudos e Viagens

Colegio Izabella Hendrix

Parte 5- Viagens e Estudos

1959 a 1965

Estrofes 29 a 34

 29- Nas férias escolares fui eu algumas vezes

Idiomas estudar em outros

Países. Era isso aventura para

Mim, e novas palavras aprender.

30- Conhecimento é minha ânsia,

O qual preciso sempre repetir.

Munida desse desejo passo

O mundo inteiro a percorrer.

31- Quero tanto e muito aprender,

Também tanto ainda explorar,

O mundo todo é o meu palco,

Lá em casa não pude eu  ficar.

32- Lá na bela França eu estudei,

Assimilei o linguajar, sua

Cultura eu muito apreciei,

Mas não me senti em paz.

33- Voltei para onde peregrinos,

Escaparam uma perseguição.

Ao buscar a sua liberdade,

Encontraram também igualdade.

34- Nessa terra quatro anos vivi,

Onde todas estações do ano,

Colorem de imenso esplendor,

A natureza tão intensa de beleza.

Parte 6 - Um Grande Amor

"Jo", Joseph A. Martinez

Parte 6 - Um grande amor

1965 a 1969

Estrofes 35 a 42

 35- Um dia lá eu conheci alguém

Que surpreendeu-me talvez muito

Era tão gentil e honesto com

Suas palavras e atitudes.

36- E dedicado, amou-me muito,

Deu-me o seu ser completamente.

Ninguém nunca me amou o tanto

Quanto ele então pode fazer.

37- A pureza de seu pensar que eu

Acreditei não poder encontrar.

Nunca mais isso eu vi outra vez,

Talvez tudo foi somente sonho.

38- Eu jamais o esquecerei também,

Ele foi o anjo dos meus sonhos.

Ele praticava  igualdade

E deu-me assim felicidade.

39- Disse-me que vinha de uma ilha,

E de uma terra encantada,

Onde então própria falsidade,

Era julgada e mal pensada.

40- Lá os jovens festejavam com as

Flores e o cantar seu lema,

O amor e paz suas palavras,

Condenavam também o guerrear.

41- Mas os grandes vencedores dessa

Mudança e de guerra milenar,

Foram as mulheres vieram

O seu corpo e alma liberar.

42- O passado vil estava morto

Nossas escolhas poder dominar.

Preciosa foi a liberdade,

Nós a própria vida passar guiar. 

Parte 7- A Descoberta da Inglaterra

Winchester

Parte 7- Descobrindo a Inglaterra

1966 a 1970

Estrofes 43 a 50

 43- Quando eu cheguei à sua ilha

Era verdejante a flutuar,

Sobre ondas altas, poderosas,

De um frio, azul, intenso mar.

44- Os anjos dessa terra voavam

Pouco como nós também fazemos,

Entretanto eu pude entende-los,

Sua visão de vida, o seu pensar.

45- Nessa terra tem grandes carvalhos, /Saga Epi

E brisas frescas sopram pelo ar,

As relvas amplas que ali crescem

Mais verdes ou belas fora não há.

46- Costumes corteses assimilei,

Como vim eu tanto a admirar;

Outrem que diferentes sejam não

Posso eu apreciar ou amar.

47- E no principio fui feliz ali

Tinha ideias a executar,

Senti a paz que eu procurava,

Mas não era bastante para mim.

48- Senti ser cedo para me fixar,

Tinha ideias mais a realizar;

Não esquecia missão do meu lar,

Para quais planejava eu voltar.

49- Vi que os sonhos do meu anjo não

Eram mesmos do que os meus, e não

Tive a coragem de explicar,

Dizer-lhe verdade para partir.

50- Causei ao meu amor sofrimento,

Pela fraqueza daqueles tempos.

Nunca mais ele perdoara-me,

A culpa tornou-se meu albatroz. 

Parte 8 - Grandes Viagens Globais

Kashmir,1973

Parte 8- Grande Viagens Globais

1970 a 1974

Estrofes 51 a 62

 51- Os sonhos de aventura vieram

A minha mente dominar, pensei

Nos velhos planos, segui caminho,

E escolhi não mais estar ali.

52-  Eu fui fraca e às vezes forte,

E joguei muito com minha sorte;

Nessa ilha da paz bem do norte,

Esqueci caminho da riqueza.

53- Sonhando parti a terras leste,

Novos mundos estranhos desbravar,

Fascinaram tanto meus sentidos,

Pela beleza e exotismo.

54- Primeira terra que por lá eu vi,

Foi a ilha tão formosa onde

As plantações de arroz brotavam

Em fileiras descendo encostas.

55- Seu charme muito me maravilhou,

Dias eram lindos, senti livre,

Por muito pouco tempo fui feliz;

Pouco tempo, não era meu lugar.

 56- Segui a onde milhões viviam;

Em subcontinente próprio só seu.

Riqueza e maravilha dele,

Ricas variações sobre tema.

57- Eu posso eu aqui explicar,

Como desabrocho entre povos,

Completamente estranhos ao ser,

Deleito descobrir e conhecer.

58- Mundo é grande e tão incrível,

Aquele que me conduzi a ver.

Tinha tanto mais eu a explorar,

Queria sempre eu por lá vagar.

59- E muitas vezes eu lá retornei,

Ao continente asiático.

Mundo magico e encantado,

Mas amo mais o meu lar do norte.

60- Vida feliz, ilha britânica,

Os bons tempos pude aproveitar.

As lembranças que eu colecionei,

Fotos, memorias guardadas.   

61- Fortuna ganhei dos bons tempos,

Risos, sorrisos então vividos,

Guardados frescos e ainda vivos,

Fogo interno imaculado.

62- Eu sempre me lembro do passado,

Da linda juventude que vivi,

Tantos amigos que tive então

Na minha mente jovens eles são.

Parte 9 - Desisões e Conclusões

Anastasia e os filhos.

Parte 9- Decisões e Conclusões

1974 a 1987

Estrofes 63 a 77

63- Mas a vida longa, oscilada

Tranquilidade não permanece

Quando eles vêm, os anos magros

Batalhamos por paz reencontrar.

64- Resistencia foi ao escurecer,

Perdi caminho, não podia ver,

Anos passaram-se em vão,

Proposito da vida perdido.

65- A minha vida veio então alguém,

Que uma grande comoção causou.

O que eu lembro melhor dele é

Do azul escuro de seu olhar.

66- Por muitos anos nós dois vivemos

Lado a lado a mesma rota.

Tivemos emoções divididas,

Ou somente vazio entre nós?

67- Vejo agora que foi intenso

Raio solar quente, também queima,

Com brilho e força do seu olhar,

Engana e causa destruição.

68- Em desespero e agonia,

Dele então tanto tentei fugir,

A luz de seus olhos destruía

E impedia-me de evadir.

69- Não tinha eu mais muito tempo que

Perder; do princípio recomeçar,

Medo causou medida extrema,

Eu ousei saltar, destino salvar.

 70- E assim muni-me do azul que

Eu tirei do fundo do seu olhar,

Comecei a colorir meus sonhos,

A nossa herança e futuro.

71- Meus dois sonhos que nasceram têm

O seu azul nos seus olhos também.

A linda cor de mares sombrios,

Variados tons do entardecer.

72- Nunca jamais quis eu ser aquela

Que os olhos azuis tentou moldar.

Não pode entender o meu horror,

Domada mansa eu não escolhi.

73- Se pudesse ele me mudar eu

Não seria forte e brilhante

Como a que havia amado,

Mas esqueci, nunca houve amor.

74- Disse-me que tinha eu medo seu,

Sim, das suas palavras eu senti.

Cansou-me muito sua vontade

De minha confiança destruir.

75- Nunca quis eu só ser parte

De uma história de outrem, se

Posso eu ser o próprio centro do

Desenvolver da minha historia.

76- Eu lutei, enfrentei e me livrei,

E levei comigo todo o meu,

Os nossos filhos carreguei ao sul,

Apesar de ligados a ambos.

77 -Passado tão sofrido produziu

Maiores flores de nossas vidas.

Podemos ver claramente neles

O melhor que a vida pode dar.

Parte 10 - Volta ao Brasil

Parte 10- Retorno ao Brasil

1989 a 2002

Estrofes 78 a 89

78  Ser forte é saber quando ficar,

Quando correr, não mais permanecer.

Evitando perigos frequentes,

Que corrompem, deviam caminho.

79 Entendam-me, mas eu nunca pude

Do planejado curso desviar.

Como um rio desce um morro,

Eu tenho meu caminho a seguir.

80- Como guerreira tem uma opção

Somente, a de lutar. Nenhuma

Outra escolha, mas enfrenta-la.

A minha batalha final chegou.

81- Dia amanheceu cinza, triste,

Quando parti da costa inglesa

Terra natal chamou-me de volta,

Para abraçar o meu destino.

82-Relutante voltei para raiz

Às montanhas da infância.

Muito tempo havia passado,

Velho encanto se perdeu, mudou.

83- Com coração pesado eu cheguei,

Com algum medo e muito pesar.

Foi uma luta do principio,

Aquele não era mais meu lugar.

84- Inevitável trilha de volta,

Que me levou ao triste retorno,

Estrangeira nesses campos era,

Não podíamos mais nos entender.

85- Na terra do sol brilhante, cipós

Crescem exuberantes e caem

Ao solo, das arvores dos jardins,

Acolheu-me e deu-me novo lar.

86- Meu gigante tão verde e belo,

Tão pleno de amor e emoção,

Mas nele eu somente existi

Em grande intranquila solidão.

87- Gente dessas terras tão imensas,

Levam muita maldade no pensar,

Eles não me entendem, só me veem,

Sempre como estranha a passar.

88 Quando eu ali busquei ajuda,

Foi também quando eu reaprendi

Que encontraria minha força,

Somente guardada dentro de mim.

89- Foi então que pensei e resolvi,

Minha independência eu seguir.

Meios de liberdade almejar

É tudo que precisava achar. 

Parte 11 - Uma Guerra Particular

Belo Horizonte

Parte 11 – Uma Guerra Particular

1987 a 2013

Estrofes 93 a 99

90- Tentaram estranhos aproximar;

Fechado circulo familiar,

Encontraram esse bem trancado.

Pois não pertenciam ao nosso lar.

91- Inimigos tentaram destruir,

Desafiaram nosso passado,

Tecendo mentiras e calunias,

E reescrevendo nossa vidas.

92- Manter dignidade do silencio,

E a sujo nível nunca descer,

Precisamos muita força, calma,

Rodeados por vulgaridade.

93- E à luta vão, nós os guerreiros!

Batalhas diárias enfrentar!

Sempre verdade e lei conosco,

Conduzir-nos a vitória!

94- Assim nós três nos muito valemos,

Passado familiar vivido.

Valores infância aprendidos,

Só entre nós, mais ninguém esteve.

95- As lembranças passadas em comum,

Todas historias de infância,

As amarrações invioláveis,

São bem ligações impenetráveis.

96- Guerra ensinou-nos a unir-nos,

Como nunca tínhamos podido.

Diferenças esquecer, tolerar,

E com estima cada respeitar.  

97- Quando voltei ao que sobrou do lar,

Lembramo-nos dos pais recomendar,

Uni-vos para se fortalecer,

Obedecemos seu aconselhar.

98- Após batalha, cansada, partir

Queria, perder ancora outra

Vez. No litoral eu o encontrei,

Tão ideais atalhos de pedras .

99- Os dois esconderijos eu criei,

Esplendorosos para escapar.

Sai do inferno das montanhas,

Onde não mais podia existir.

100- Ainda próximo do tormento,

Precisava distanciar-me mais.

Voltei olhar para o além mar,

Terra de antepassados de Anglos. 

Parte 12 - De Volta à Inglaterra

Londres

Parte 12 – De Volta à Inglaterra

2003 a 2013

Estrofes 101 a 113

101- Enquanto vivi longe do Brasil,

Tornei-me parte de onde estava.

Respeito achei na Inglaterra,

Mas eu dependia da origem.

102- Estudei, aprendi teoria,

Sobre a arte de administrar.

Preço disso foi culpa e medo,

Quando tive que cuidar-me a sós.

103- As obrigações familiares

Cedo deixei, por caminhos buscar,

Do viver e do pensar que sonhei.

Cultura é o que eu encontrei.

104- Um dia comecei a escrever,

A historia da família,

Para desafiar outra versão

Cheia de falsidades existir.

105 -Através desses dias estava

Já feliz na minha ilha da paz.

Sul ainda dá meio de viver,

Margens frias dão tranquilidade.

106- Mundo anglo-saxão pelo tempo

Mudou todo meu ponto de vista.

Eu já não consigo compreender

Outra logica que não a sua.

107- Eu somente vejo por seus olhos,

E julgo também do mesmo modo.

Espelho só a tua imagem,

Já tanto agregada ao meu ser.

108- Não é por falta de gratidão que

Amo e almejo pelas relvas,

Enquanto me acalenta o sol

Do sul que ampara e sustenta. 10

109- Quando eu voltei à terra natal,

Já estava fora muito tempo

Desafios e conflitos venci,

Mas não aprendi ganhar sustento.

110- Terras inglesas deram escolha,

Um lugar onde respirar em paz.

É onde eu pertenço agora,

Tornou-se então o meu novo lar.

111- Oscilei entre força e fraqueza

Sou produto das minhas batalhas.

Após muito acho que aprendi,

Tentar terminar todas pelejas.

112- Quando sigo por ruas tranquilas,

Colunas brancas e monumentos,

Prédios Vitorianos, praças,

Em rica sequencia artística. 

113- Vistas familiares em volta,

Preenchem-me de paz e bem estar,

E a beleza do velho mundo

Dá-me tudo que eu posso querer. 

Parte 13 - Reencontro com o Amor

Roberto Gouthier, em casa em Londres

Parte 13- Reencontro com o Amor

2002 a 2013

Estrofes 114 a 124

114- Pode jovem amor que existiu,

Bem no fundo do coração estar,

Tanto tempo quase esquecido,

Poderia ele sobreviver?

115- Um embrião pequeno, inerte,

Que espera muito seu reviver,

Se não foi danificado pode

Ter uma chance de reacender.

116- A semente não fertilizada,

Assim dormente permanecerá

Mas se encontrar seu ambiente,

Irá florir, e nova vida ter.

117- Um dia eu alguém reencontrei,

Ou melhor, ele me reencontrou.

Vinha de época tão longínqua,

Do passado e da juventude.

118- Para surpresa nós descobrimos

O amor que tão cedo tivemos,

Estava dentro de nós ainda

Vivo, através de tanto tempo.

119- Agora que reencontrei amor,

Eu senti medo de ferir-me;

Iria deixar o seu passado,

Para viver no meu novo mundo?

120- Que faço agora? Eu tive medo.

Não sei se fujo, ou se vou ficar.

Conseguiria com ele ficar?

Seria só uma tentativa? 

121- E é sempre fácil de ir e vir,

O mais difícil é permanecer.

Tínhamos ambos, medo de errar,

Mas decidimo-nos muito tentar.

122- Disse-lhe sobre ilha inglesa

Flutuante sobre os mares frios,

Eu perguntei se viria norte,

E comigo amar meu Xanadu. 

123- Disse que dei-lhe vida outra vez,

E dá-me o amor que eu perdi.

Portanto completamo-nos os dois,

Nossa vida não é mais vazia. 

124- Já ha muitos anos nós vivemos,

Na paz e amor de cada dia.

Agora posso eu dizer enfim,

Estamos felizes em dois mundos. 

Parte 14 - O Fim da Historia

Bromelias

Parte 14 – O Fim da Historia

2013

Estrofes 125 a 133

125- Assim eu me despeço afinal

Sabendo que ficarei com ele.

Seguimos nós a mesma estrada

Por uma vida que nós criamos.

126- Cada um vem a nosso caminho,

Não vem para alguém substituir

Mas cria o seu próprio espaço,

Especial, seu, onde existir.

127- Minha vida assim completou-se,

Os filhos cresceram e floriram.

E acaloram todos meus dias,

São os pilares do meu coração.

128- Abençoada foi minha vida,

Grandes regalias de principio,

Mas os sucessos que mais agradam,

São os que criei pelo trabalho.

129- São os esforços do intelecto

Para quais lutei dia e noite.

Proposito, espirito forte,

Trilharam caminho que orgulha.

130- Quando me lembro daqueles dias,

Que batalhei para sobreviver,

Vejo também nas melancolias,

Preço que todos temos que pagar.

131- E agora eu vos anuncio,

Que eu tive a vida que quis ter.

Todos os meus sonhos realizaram;

E tudo que eu quis, eu consegui.

132 -Mas preciso de lembrar-vos,

Que o que eu perdi eu esqueci.

Eu só vejo as vitórias,

As quais eu relato aqui.

133 -Eu não serei vencida!

As palavras que uso na minha batalha

Viverão par sempre, e pessoas escutarão

A minha voz até a vitoria da verdade. 

Fim 

©ALP Gouthier

1997 a 2013

Motto / Lema

        My motto as a writer: 
       Meu lema como escritora:
 LITERATUM UTILITAS IN DEFENS VERITAS
The Use of Literature in Defense of Truth
O Uso da Literatura em Defesa da Verdade

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Maria Julia | Reply 03.08.2013 22.19

História de vida profunda, intensa e emocionante! Estamos sempre em busca da felicidade e de um final feliz!!!

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24.04 | 11:26

The Battle is a very impressive poem for me. I really like this. I also share this my friends during my https://www.goldenbustours.com/new-york-ny-tours/

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23.06 | 23:47

Hi Anna ! Congratulations for your site ! Very touching, the passage in which you expose your sorrow for not being able to cooperate with your father...

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Boa tarde, agradecia o seu contacto para o meu email, pois precisava de esclarecer um assunto relativo a um Prédio em Lisboa. Melhores cumprimentos,

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